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Polícia Rio Largo

IML divulga causa da morte de menina de 7 anos e descarta abusos sexuais

Criança morreu de choque hemorrágico, segundo laudo médico

08/07/2024 às 11h32 Atualizada em 08/07/2024 às 11h35
Por: Julita Bittencourt Fonte: Assessoria
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Foto: Perícia Oficial
Foto: Perícia Oficial

O Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML de Maceió) divulgou na manhã desta segunda-feira (8) a causa da morte da menina assassinada e que tem como acusada a própria mãe, no município de Rio Largo. O exame de necropsia confirmou que Laura Maria Nascimento Braga, de 7 anos, foi vítima de choque hemorrágico.

 

Joelson Rodrigues, perito médico-legista responsável pelo exame cadavérico, explicou que durante a análise no corpo da criança foram constatadas lesões perfuro-cortantes nas regiões cervical, torácica e da cabeça.  Também foram encontradas equimoses provocadas por lesões contusas na região da face, cabeça, pescoço e no flanco esquerdo do corpo da menina.

 

 “A menina veio a óbito devido ao choque hemorrágico, decorrente dos ferimentos no tórax provocado por um instrumento perfuro-cortante, tipo arma branca. No exame não foi constatado sinais evidentes de violência sexual na criança”, explicou Joelson Rodrigues.

 

O crime aconteceu no interior da residência da família, na rua do Sol, próximo à Praça do Galo, no Centro de Rio Largo. Familiares e vizinhos escutaram os pedidos de socorro da criança e conseguiram entrar no imóvel, onde encontraram a menina ferida e ensanguentada. Uma tia socorreu a criança até um hospital da cidade, mas a menina não resistiu aos ferimentos e entrou em óbito na unidade hospitalar.

 

Os peritos criminais Yuri Atayde e Marina Lacerda Mazanek, responsáveis pela perícia de local crime, explicaram que inicialmente estiveram no hospital onde o corpo da criança estava. Em seguida, a equipe do Instituto de Criminalística de Maceió foi para a residência onde aconteceu o fato, mas que devido à necessidade de tentar salvar a vítima, o local precisou ser violado, alterando a cena do crime.

 

“Encontramos sangue em todos os cômodos, as marcas de gotejamento que poderiam determinar uma dinâmica estavam pisadas. A maior concentração de sangue estava no banheiro e na cama da menina. Mas, também identificamos gotejamento de sangue na cozinha, sala, manchas de contato na parede e até nas frutas da fruteira. Quem tentou socorrer também se sujou de sangue e terminou sujando outras partes da casa”, disseram os peritos criminais.

 

A faca usada no crime foi apreendida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital e depois deverá ser encaminhada para perícia. O corpo de Laura Maria foi liberado pelo Instituto Médico Legal Estácio de Lima na noite do último sábado (6).

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